Perdemos nosso prumo
mas não nosso rumo.
Não nos abandones,
oh nossa Cruz do Sul
não nos abandones,
à solidão dos nossos versos
ora que de lumes carecemos
a debelar tão vis ditames
destes tempos adversos
de poderes obscuros
a se imporem perversos
em adventos que advêm
de gananciosa tradição
que tolhe o sono aos justos
mas não o sonho à sua razão