Garçom
Aqui, nessa mesa de bar
Você já cansou de escutar
Centenas de casos de amor
Garçom
No bar, todo mundo é igual
Meu caso é mais um, é banal
Mas preste atenção, por favor
Saiba que o meu grande amor hoje vai se casar
Mandou uma carta pra me avisar
Deixou em pedaços meu coração
E pra matar a tristeza só mesa de bar
Quero tomar todas, vou me embriagar
Se eu pegar no sono, me deite no chão
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Enquanto eu estava nos braços de uma mulher
Eu dei o desprezo aquela que tanto me quer
Fui envolvido por uma louca paixão
Pra aquela que tanto me amava não dei atenção
Uma carta, alguém jogou no meu quintal
Minha mulher achou, isso foi o meu mal
Alguém que sabia de tudo e fez essa maldade
Meu lar foi destruído, e hoje só resta a saudade
A mulher que dizia me amar, me abandonou
Foi embora pra longe, nunca mais voltou
O mundo pra mim, já desmoronou
Aquela que era minha esposa encontrou o que quis
Ao lado de outro é muito feliz
Eu estou pagando por tudo que fiz
Eu estou pagando por tudo que fiz
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Lembro com muita saudade
Daquele bailinho
Quando a gente dançava
Bem agarradinho
Quando a gente ia mesmo
Pra se abraçar
Você com laquê no cabelo
E um vestido rodado
E aquelas anáguas
Com tantos babados
E você se sentava
Só pra me mostrar
E tudo que a gente transava
Eram três, quatro cubas
Eu era a raposa
Você era as uvas
Eu sempre querendo
O teu beijo roubar
E por mais que você
Se esquivasse
Eu tinha certeza
Que no fim do baile
Na minha lambreta
Aquele broto bonito
Ia me abraçar
Quando a orquestra
Tocava besame mucho
Eu lhe apertava
E olhava seu busto
Dentro do corpete
Querendo pular
Eu todo cheiroso
À lancaster
E você à Chanel
Eu era um menino
Mas fazia o papel
Do homem terrível
Só pra lhe guardar
E tudo que a gente transava
Eram três quatro cubas
Eu era a raposa
Você era as uvas
E eu sempre querendo
Seu beijo roubar
E por mais
Que você se esquivasse
Eu tinha certeza
Que no fim do baile
Na minha lambreta
Contente pra casa
Eu ia te levar
E ao chegar em tua casa
Em frente ao portão
Um beijo, um abraço
Minha mão, tua mão
Com medo que o velho
Pudesse acordar
A pílula já existia
Mas nem se falava
Pois nos muitos conselhos
Que tua mãe te dava
Tinha um que dizia
Só depois de casar
E tudo que a gente transava
Eram três, quatro cubas
Eu era a raposa
Você era as uvas
E eu sempre querendo
Teu beijo roubar
E por mais
Que você se esquivasse
Eu tinha certeza
Que no fim do baile
Na minha lambreta
Aquele corpo bonito
Ia me abraçar
E tudo que a gente transava
Eram três, quatro cubas
Eu a raposa
Você era as uvas
E eu sempre querendo
Teu beijo roubar
E por mais
Que você se esquivasse
Eu tinha certeza
Que no fim do baile
Na minha lambreta
Aquele corpo bonito
Ia me abraçar