Eu sou matuto, eu sou matuto
Eu sou matuto. Nessa fábrica de maluuuucooosss
Difeirense de feira, eu venho da roça
Coração é o campo, minha alma é prosa
Venho do mato, matuto, tatu do jeca
cigarro de palha, café, mente quieta
Simples no olhar mas a cabeça de pé
Raízes no chão, no céu minha fé
Eu não sou bobo, paciente talvez
Minha estratégia aprendi no xadrez
Vejo o mundo com os olhos da esperança
Não lanço maldade e ela não me alcança
E esse defeito, pra mim é remédio
Porque eu não me importo com seu tédio
As carniça brecha mas não me acha
Sou rocha, resistência, sou rasta
Sua toxicidade não me intoxica
Lá mesmo é que bate e lá mesmo é que fica
Sentí cheiro de terra molhada
memória afetiva, verdades rasgadas
minha fraqueza virou vantagem
ser honesto é que é malandragem
Eu sou matuto
Nessa fábrica de malucos