19.09.2024 (Interlúdio) (Explicit)-文本歌词

19.09.2024 (Interlúdio) (Explicit)-文本歌词

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As crianças estão crescendo

Enquanto meu corpo está envelhecendo

E em um curto período de tempo

Percebo que os protagonistas não são mais os mesmos

Até ontem eu tinha 16, meu pai saia de casa com tudo o que mais valia, para que só assim, a gente conhecesse a tão sonhada liberdade

Estava no ensino médio, vivia o meu amor adolescente, fazia o meu passado amargurar o meu presente, ainda faço, mas dessa vez é diferente, pois eu não tenho mais a mesma idade

Não me arrependo do meu passado, muito pelo o contrário, mas eu sinto como se tivesse sido roubado

Ainda sou jovem de mais para ser velho, mas me sinto tão cansado

Fracassado e solitário, nunca irei conseguir dar o primeiro passo

Queria tanto abraçar minha mãe sem ser em um momento de crise, mas estou sempre preso em minha mente

Minhas irmãs para mim ainda são tão pequenas, mesmo vendo elas me superarem e passar pela a minha frente

Queria não questionar tanto a minha fé

Queria nunca ter ouvindo que: \"o fruto não cai longe do pé\"

As folhas do caderno que eu e meus amigos tínhamos como diário no colégio estão amarelando

Hoje quando encontro com um deles na rua, não mais os reconheço ou nem consigo mais entender o que estão falando

Esqueço seus codinomes, mas nunca esquecerei quem me ajudou quando cheguei cansado na aula pois tive que escalar o muro da casa do meu tio de madrugada porque meu pai estava em casa nos ameaçando

O tempo passa por mim, tal qual uma ampulheta

E eu vou me dissipando, assim como a areia

Creio que há estrelas que nunca saberão o que é morrer

Enquanto outras, nascem para brilhar apenas uma vez

Você nunca terá para onde correr quando não se é criado num lar feito para te acolher

Eu não sou como você, e se soubesse como isso dói em mim, voce pensaria duas vezes antes de me dizer

Sobre o como eu me faço de vítima

Mesmo sabendo o quão parte eu faço da minha própria autocrítica

Depois de tantas lutas, me tornei em uma pessoa agressiva

Depois de tanto carregar meu lar nas costas como uma tartaruga, me tornei em quem eu mais temia

Dizendo que eu não pedi para nascer

Mas sabendo que morrer é uma escolha minha

Com um coração exausto de tanto bater

Acabei mostrando os dentes para a minha única amiga

Eu não me perdoaria, mesmo se ela me perdoasse

Ela me perdoou e eu a perdoei, mas eu nunca me perdoaria

Pois eu fui ensinado a não temer

E pela a primeira vez eu tive medo ao me ver

Eu luto pela a paz, mesmo tendo uma guerra dentro do peito

E só se luta pela a paz, aquele que sabe como é ter o inferno por dentro

Ando pelas as ruas de cabeça erguida, mesmo quando ela pesa mais que meus pecados e minhas mentiras

Por mais que eu sorrie, acene, chore ou fique calado

Dentro de mim, eu sempre tenho me perguntado:

O que eu estou fazendo com a minha vida?