À beira do precipício caindo no abismo tentam nos derrubar mas sempre estamos subindo quem faz o bem descansa quem faz o mal não dorme o ódio e a ganância sentimentos que consomem pobre do homem que não vê a verdade confunde seus valores justifica suas maldades polícias são os covardes e disso já sabemos políticos são sujos é tudo podridão dinheiro define a vida é o jogo do milhão que o cheque compra casa mas não compra coração não não comprar meu coração seu cheque compra casa mas não compra coração
Porque eu sou preto sim preto favelado e magrelo andando nas quebradas apenas com o chinelo turbante na cabeça e os dedos amarelos eu me lembro sim os tempos de solidão andava pelas ruas com apenas um calção para pegar o buzo não tinha nenhum tostão mas tinha um objetivo guardado no coração hoje viver da arte ganhar alguns trocados levar o pão para casa tem seu significado eu agradeço ao hip hop e todo aprendizado evolução respeito andam do meu lado quando pegava o caderno para escrever minha mãe me perguntava filho vai fazer o quê os tempos de moleque me veio nas lembranças peguei os meus cadernos contido de esperanças as letras os escritos e todos os pensamentos a forma como eu via o mundo naquele tempo coração ferido e o peito cheio de mágoas a dor é uma nascente pois ela nunca acaba porque eu sou preto sim preto favelado e magrelo andando nas quebradas apenas com o chinelo turbante na cabeça e os dedos amarelos de tinta
cada um colhe o que planta e o que você plantou foi sujo a mão de Deus que pesa e ele vai trazer seu jugo a boca da serpente destila o veneno mesmo andando com cobras estamos sobrevivendo coração ferido e o peito cheio de mágoas a dor é uma nascente pois ela nunca acaba a vida é um rio onde as lágrimas desaguam dinheiro faz as guerras com ele nossas festas situações difíceis ser feliz é o que nos resta se cola nas baladas as loucas se assanha não sou Rio São Francisco mas tô cheio das drogas sem doutrina na noite que devasta São Paulo te amassa mas não vai ser de graça preste atenção e cuidado onde pisa cuidado Com discurso de quem veste esta camisa **** te dá brisa e nós usa da boa mas alucinação vai de pessoa para pessoa busquei dignidade hombridade ando certo
Uso meu dialeto para me expressar correto não sei se estou perto ou longe do sucesso já dizia o ditado estou bem muito obrigado o fruto é resultado de todo o seu plantio
A quem não considere o esforço do seu suor
Por que sou preto sim
Preto favelado e magrelo andando nas quebradas apenas com o chinelo turbante na cabeça e os dedos amarelos de tinta