No horizonte a poeira levantou
Num pé de vento rodopiando pela trilha,
É o Boi Barroso, grita o velho campesino
Qua vai subindo lá na ponta da coxilha.
Boi cabuloso que provoca os meus instintos
De laçador, de domador, de peão campeiro,
Se já me enfreno, toco as garras no meu mouro,
Saio no rumo deste bicho caborteiro.
Chica Venância, dobre as abas do sombreiro,
Que eu tô saindo pra laçar este danado,
Vou no seu rastro desfazer-lhe o encantamento
Tirar-lhe as baldas pela força do meu braço.
Foi numa destas campeadas caborteiras
Que dei na entrada de um ranchito a campo e flor,
O boi barroso escapou da minha armada,
E eu fui pealado pelos laços do amor.