Se um dia eu tiver que perder um sentido,
Que seja a visão, que não me cegue de tudo,
Pois o que importa eu sinto, no toque e no som,
E há palavras que ecoam mais forte que o tom.
Quero ouvir as vozes que me aquecem o peito,
Sentir o aroma que traz lembranças, sem defeito,
E o gosto do mundo em cada sensação,
Que a visão não me cegue, que me deixe a emoção.
Se for pra perder, que seja a visão,
Pois o coração sente mais do que a razão,
Prefiro ouvir o riso, sentir a textura,
Ver com o coração, que é pura aventura.
A visão, às vezes, engana o olhar,
Mas o toque e o cheiro, esses, não vão falhar,
Quero o gosto da vida, do que me faz ser,
E que a alma veja o que os olhos não podem ver.
Pois há coisas que a gente só sente de perto,
O som da voz, o toque que é certo,
Que a visão não limite o que posso sentir,
Prefiro viver sem ver, mas nunca sem ouvir.
Se for pra perder, que seja a visão,
Pois o coração sente mais do que a razão,
Prefiro ouvir o riso, sentir a textura,
Ver com o coração, que é pura aventura.
Quero o vento na pele, o sabor da memória,
E que cada sentido conte sua história,
A visão é um quadro, mas só faz sentido,
Se eu puder viver cada detalhe escondido.
Se for pra perder, que seja a visão,
Pois o coração sente mais do que a razão,
Prefiro o toque, o cheiro, a sinfonia,
Que me faça enxergar o que é a verdadeira magia.
Que a visão não me cegue, me deixe sentir,
Pois há tanta vida pra se descobrir,
Fecho os olhos, mas vejo com o coração,
E em cada sentido, encontro a minha emoção.