Na tua ausência sou como um campo sem trigo
Uma terra com sal, onde o vento arrasa as esperanças,
Arvore sem raízes, sem chão, já não sei quem sou,
Tão perdida, esperando tua dança.
Tudo aqui fala de nós, cada parede, cada moldura
Cada canto guarda o que fomos, nossos desejos
Enquanto a chuva cai, o Natal já está a porta
E eu, só, me vejo perdida em sonhos.
Sinto saudades de ti, meu amor,
Como quem busca a Deus em um instante vazio,
E na tua ausência, só te quero por perto
Para que o silêncio se encha de ti
A dor é forte como um adeus sem fim,
E na tua ausência o vazio cresce em mim,
Tudo que restou foi o eco de nós dois,
Mas tu não estás aqui, o que me restou?
Em cada canto, em cada detalhe,
Te encontro nos meus olhos fechados, somos pessoas que erram
Te abraço, mesmo sem você, em cada lembrança,
Na memória restam os escombros que me soterram
Sinto saudades de ti, meu amor,
Mas sei que sou só sua amante, uma lagrima ao vento
Preciso de ti para me preencher, mas é sua esposa quem te satisfaz
Te chamo de volta mas você nunca fica muito tempo
Eu sinto tua falta como o vento que passa,
E na tua ausência tudo perde o sentido,
Fico gritando por ti, como quem clama por vida,
Mas na minha dor, me sinto perdida, consumida.
Na tua ausência, tudo o que restou
Foi o grito de um amor que não se encontrou
Futuro, não tenho, apenas possuo o vazio
Porque sem ti, nada tem brilho, nada me amou