Quanto já perdeu minha alma
Por sobrevivência e nada mais
Manchas tão secas que se fixa
Amarrotando meu presente que simplesmente voa
Asa branca me cante seu destino
Calma catingueira sinto cheiro de chuva
Barbalha as margens de meu rio Salamanca
Banha terra acida me dá de beber a vida
Que Extraordinário o dançar dos ventos
Me ganha por amor meu alimento
Prometi a São Judas Tadeu
Ser escudo e espada a quem desiste de lutar
É de esperança meu canto
É de paz minha pirraça
Apenas quero florir sua angustia
E ver nascer perpétua