Ninguém tá puro
Profano mundo habito
Explodo cada muro
Glicerina, fogo, nitro
3 dias virado, tô no mato, Rambo nato
Meu corpo, meu país, na paz eu tô guiado
Progresso a cada ciclo novo
A luz é sempre o vício
Prende NPC na matrix, Estado sujo
Sangue ferve seco gela chão do quarto escuro
Ninguém tá puro, ninguém tá puro
No mundo relativo não adianta ser sincero
Toma teu caminho , sabe
Eu sou meu próprio clero
Lotado de inimigo e o maior é o próprio ego
Ninguém tá puro
Piso em cada inseto, no composto adubo verde
Enquadro teu retrato sem tardo, não deixo enfeite
Assume teus retardo, é fato cê mó carente
Ninguém tá puro
Degrau escada hermética
Eu subo pouco a pouco
Parasita morre cedo tratado a veneno e furo
Hipnotizado segue a chama sem barulho
Contando aluguéis de almas inquilino bruxo
4 par de hiena faz a onça perde o bucho
A lei da natureza, implacável, humano bicho
Zero aposta, mas curto jogar no nicho
Ninguém tá puro
Profano mundo habito
Explodo meu casulo
Glicerina, mel e zipo
Efêmero perpétuo no riff eu mando rap
Cansei de ser escravo agora vivo em outro CEP
Toma dinheiro da fonte, torra dinheiro de monte
Gasta luxúria com a blonde
Entrou pra fama vai paga com a alma de principiante
Princípio tá longe
Respeito é ciência, não cabe na mente daquele que é coadjuvante
Que absurdo
Ninguém tá puro