mano, beije sua gata no por do sol, 'pedral' ,
arte eu aprendi na rua, e não foi só marcial.
'Pseudoartista' , Marginalmente, SLAM é sal,
G-Jeff, neto do sol é o filho do litoral.
ainda correndo por aí como um menino,
céu laranja, aflora meu lado poético.
voando alto como um falcão peregrino,
muito cuzão na pista, ataque soviético.
primeiro Piauí, depois o multirão,
Dirceu Arcoverde, depois o Broderville.
de bike por aí eu me tornei a direção,
andei as avenida, corri a São Sebastião.
de rolê pelo quadri com os mano e um vinho,
linhas se embaralham e seguem seu caminho.
armas e flores são a trilha sonora,
se benze sete vezes, ora pra nossa senhora.
antes eu subia a primavera de bike, meio dia,
as rotina pesa igual as letra do Sant no papel.
sorvete na calçada, fim de tarde, quem diria;
queria muito essa vida, então eu pedi pro céu.
mais pássaros que voam pelo céu,
giramos o mundo como um carrossel.
hoje voamos alto pelo céu,
viajamos em Israel e armas viram papel.
sonhei novamente com pássaros pelo sol.
a minha mão tem calos, hoje escalei um farol.
já nos colocaram em cativeiro;
estampo um sorriso no meu povo brasileiro.
mano, nada como um dia pós o outro dia,
lavando o rosto nas águas sagradas da pia.
esquinas são perigosas, uns cara rodou,
outros tão tonto de tanto que o mundo girou.
céu roxo me trás lembranças do passado,
tipo o trânsito de sexta, lento e apaziguado.
eu tenho a boca que arde, o rosto e a cabeça quente,
encontro o paraíso quando eu penso na gente.
metáforas urbanas, efeito na garoa,
empilhe seu dinheiro até chegar a lua,
domine o seu bairro, domine sua rua,
eu sou abusado mesmo, é a tropa da lagoa.
eu fiz um reggae pro povo e a coroa.
eu fiz pela praia, ao som do vento e aura boa.
conexão que flutua, conexão forte ecoa.
cheira a flor e voa, adrenalina que soa.
seja eterno quanto breve, que brisa boa me leve.
onipresente, me diga, onde eu não estive?
seja eterno quanto breve, que brisa boa me leve.
onipresente, me diga, onde eu não estive?