Um verso vaga perdido... Alguém escuta o tropel...\t\t\t\t\t E tenta achar o seu rastro, para trazê-lo ao papel!\t\t\t\t\t Vem repontando, de longe, a sua alma inquieta...\t\t\t\t\t Que verso só cabresteia se reconhece o poeta! A melodia retumba em cada som que desgarra\t\t\t\t\t para pousar sobre a lira que transcendeu-se em guitarra...\t\t\t\t Assim se deixa, tranquila... Noutras se dá, com fervor...\t\t\t\t Soando intensa no ouvido do próprio compositor! Quando se encontram, maduros, o verso e a melodia,\t\t\t\t há uma paixão incontida, feita de luz e harmonia!\t\t\t\t\t Brilha o poema em acordes, notas se emprenham de cor...\t\t\t Nasce a canção que transborda sonhos, mistérios e amor! O verso irrompe dos veios ocultos da inspiração\t\t\t\t\t e impõe a força que emana da condição de varão!\t\t\t\t\t Encontra as analogias para dizer o que pensa\t\t\t\t\t\t e, nas metáforas, une semelhança e diferença! A melodia escarceia numa coxilha qualquer...\t\t\t\t\t\t Sonoridade tem traços comuns a cada mulher!\t\t\t\t\t Nasce da brisa que bate nos galhos e pradarias,\t\t\t\t\t por isso é filha bastarda do vento e da geografia!