Nasci onde o amor se escondia Num lar de gelo e hipocrisia Um erro que nunca deveria existir, Um sopro no vazio, sem onde fugir Carreguei o peso do desprezo alheio Prisioneiro de sonhos que nunca eram meus Cresci num palco sem aplausos, Com marcas profundas e gritos calados Por que só me deram o gosto da dor? Por que apagaram meu brilho, meu valor? Fui esmagado por promessas quebradas Presa nas correntes de vidas forjadas Fui moldado para agradar, mas nunca bastou Cada rastro meu, alguém apagou Os amores que tive, o que restou? Cacos no chão que ninguém juntou. Deixei meus sonhos em troca de atenção Subi montanhas sem encontrar redenção Tudo que toquei virou poeira e cinza Andei sozinho numa estrada sem vista Minha própria casa era minha prisão Fui julgado sem chance de absolvição Traições me cercaram em risos disfarçados Amigos e família, todos mascarados Arrancaram de mim o que eu mais amava, Pisaram nos sonhos que minha alma guardava! Mas ainda respiro, mesmo em pedaços A dor me mantém, queimando os laços Quando tudo era sombra, eu quase desisti Mas a força que busquei estava em mim O mundo me quis caído no chão Mas meu espírito venceu a escuridão No fim, encontrei uma nova visão Transformei os cortes em superação Não sou o reflexo do que me fizeram Sou a chama que os ventos não apagaram Depois de tudo refiz meu caminho, Com cada queda, ergui-me sozinho. Agora sou livre, as correntes quebraram, Minha vida é minha, os ecos calaram! Depois de tudo refiz meu caminho, Com cada queda, ergui-me sozinho. Agora sou livre, as correntes quebraram, Minha vida é minha, os ecos calaram! Minhas cicatrizes contam minha história, Cada dor deixou marcas, mas também glória. E quando olhar pro que me tornei Saberão que lutei e jamais parei