Tudo que vai, um dia retorna Feito onda que o vento empurra Mas minha caneta, que foi embora Ficou na sombra de alguma burra Tudo que vai, volta pra casa Menos as canetas que eu emprestei Sumiram no ar, viraram fumaça Nunca mais vi, nem sei pra quem dei O tempo gira, o mundo ensina O destino ajeita o que se desfaz Mas minha caneta, que era tão fina Agora é lenda em algum cartaz Tudo que vai, volta pra casa Menos as canetas que eu emprestei Sumiram no ar, viraram fumaça Nunca mais vi, nem sei pra quem dei A chuva molha, o sol resseca A sorte um dia vem se vingar Mas minha caneta, que era reserva Alguém levou sem me avisar Tudo que vai, volta pra casa Menos as canetas que eu emprestei Sumiram no ar, viraram fumaça Nunca mais vi, nem sei pra quem dei Se fosse amor, voltava ligeiro Se fosse um eco, eu ouvia de lá Mas minha caneta, de corpo inteiro Nunca mais quis me encontrar Tudo que vai, volta pra casa Menos as canetas que eu emprestei Sumiram no ar, viraram fumaça Nunca mais vi, nem sei pra quem dei No fim da história, fica o aviso Caneta emprestada não tem paz Se a vida ensina, eu já diviso Só empresto lápis, e nada mais Tudo que vai, volta pra casa Menos as canetas que eu emprestei Sumiram no ar, viraram fumaça Nunca mais vi, nem sei pra quem dei